segunda-feira, 28 de junho de 2021

Vídeo Mediundade, loucura e estados alterados de consciência.-

Estranho né? Mas vamos respeitar aqueles que preferem um vídeo à um texto. Sem edição, não dá tempo pra isso enquanto tem criança pequena na casa...mas não dá para esperar anos pra por conteúdo que , sei bem, ajuda outras pessoas que passam pelo que passei no ínicio da minha busca por compreender a condição mediúnica que veio junto com o pacote DNAque recebi quando nasci.  Vídeos futuros (contando com a sorte de ter tempo pra isso) falarão mais especifico sobre as diferenças. Se você tiver perguntas, escreva para    psychictaboo@gmail.com




sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Virus corona : Ser médium lhe dá alguma vantagem em situações de"stress"?

                              " Se você vê o futuro,deveria estar preparada para isso". Bom,  para quem estudou um minimo de física, 'tempo' , portanto 'futuro', são conceitos relativos. Combinando essa lei que rege o universo com a primeira lei da raça humana - livre arbítrio, é realmente delicado falar sobre o que vejo ou não do futuro.
                               Verdade que ser médium e com treino, em situações de stress e tristeza, ajuda sim, e muito. Essa condição, se bem usada, lhe dá uma visão clara e detalhada do que está acontecendo ao seu redor. Então, perguntas como : isso é destino? É karma?Existem forças atuando?São boas ou não?  É tudo da minha cabeça?É "culpa" de alguém? Devo rezar?- são respondidas rapidamente, mas menciono que para obtê-las, é necessário ter o significado de karma, mal, bem, forças, destino, bem trabalhado em sua cabeça antes de poder ter as respostas.
                               Temos um cérebro biologicamente especializado e pagamos um preço por isso. quando em situação de 'stress'. Em vez de vermos claramente, assim que a reação a situação é desencadeada, já temos imagens de tudo de ruim e pavoroso e triste que pode advir da situação. É a tempestade em copo d'água. A mediunidade me trouxe uma ferramenta , um canivete suíço, que me permite ver, cada vez mais rápido, o que ativou aquela situação, como ela chegou aquele ponto, quanto tempo deve permanecer e como transformar ou acabar com aquilo que a está causando. Exemplo: uma importante viagem, com passagem marcada, reuniões ou festas que serão atrasadas ou não vão acontecer. Kabum! Stress. Na porta do check in, coração a mil. Vôo cancelado. Meu Deus, me acode, f#deu. Liga pra todo mundo, chora, espalha raiva pra quem tá ao redor. Não. Respiro, não piro. Pergunto aos "acessores-que-ninguém-vê" o que está acontecendo, 20 segundos depois... é uma falha no escritório central da companhia, vai resolver, ou avisamos para você checar a passagem antes de sair de casa, vai demorar três dias pra resolver, ou senta que sua energia está desalinhada e você não está vendo claramente. Se eu sentar, e me alinhar, vejo que era outro vôo, não o meu. Eles falam... É só escutar.
                               Então, com "informação privilegiada" nas mãos, vejo claramente o que acontece, não sem surpresa. . Entidades treinadas são indivíduos que vão lhe ajudar imensamente em momentos de stress pela informação que tem para partilhar, mas o esforço e a decisão final do caminho a tomar são seus, de mais ninguém. Bom mencionar que entidades não lhe abandonam por não ter tomado a "decisão certa". Eles estão lá para o que der e vier e não julgam.
                                Assim, sem  ter um conhecimento profundo de si próprio, do que lhe agrada e em que situação a informação que você adquire através de sua mediunidade deve ser usada, não há reza, magia, banho, medicamento, que de resultado. E em tempos do virus corona...as informações que chegam através da mediunidade estão , sim, ajudando bastante.

sábado, 2 de março de 2019

João de Deus - o que aconteceu?

Nunca o vi. Como a maioria dos brasileiros, só ouvi falar . Um familiar meu nunca gostou dele. Era o único que me deu a informação de algo não ser bom, mas todo o resto do mundo falava bem. Tipo...a cada cinco amigos ou conhecidos meus, um havia estado lá em Abadiânia, Goias. Então você repete aquilo que a maioria fala...que é um excelente médium, milagres acontecem...até que não é bem isso.
Minha experiencia com João de Deus foi uma só. Meu marido, então melhor amigo, cinco anos atrás, perguntou minha opinião de  estar indo, nos Estados Unidos, onde morava, em um encontro que acontecia uma vez por ano em uma organização muito conhecida pelos palestrantes e curados que se apresentavam anualmente nas dependências deles e João de Deus estaria lá todo ano . Eu respondi que sim, se ele pudesse pagar o que pediam...e passei o que me falaram: médium conceituado, muito bom, etc, mas  não conhecia o trabalho dele pessoalmente. Ele queria ver se resolvia o problema da coluna dele. Achei que a experiência seria, no minimo de "ver por si mesmo", melhor que repetir o que escutou falarem.
No dia que meu então amigo foi atendido, ele contou coisas  que não combinavam com a literatura espirita, seus estudos, nem codigo de conduta e fiquei quieta. Escutei ele falar da pequena decepção que teve, que não era tão assim como ele, e eu escutamos falar.Dois dias depois, ele me conta que sente "pessoas" mexendo na coluna dele a noite. Achei estranho pois as "trilhas"deixadas ao redor dele não eram de entidades do tipo que se esperaria encontrar ao redor de um medium desse porte. Alem disso, estavam retirando plasma, energia do corpo físico de meu então amigo. Quando você trabalha com esse tipo de tratamento espiritual,é usada energia universal, está disponível  tanto quanto o ar ao nosso redor, então para que  estavam usando a dele?Pedi que ele dissesse em voz alta que agradecia a intervenção, mas que se retirassem. Não vi essas entidades mais ao redor dele. Conversamos sobre isso, dissemos entre nós, que era uma pena, mas que se houvesse algo, viria a tona publicamente. Veio maior e mais rápido que pensei.
                 Quando as primeiras denuncias chegaram, logo comentei com meu j[a marido:" o unico que me falou algo negativo sobre o cara tava certo...". Ai pensei, porque todo mundo falava bem? Tá todo mundo errado? Como que tanta mulher vem com a denuncia e nunca escutei falar dele nada sobre isso? Pior, porque não vi isso nas reportagens que havia visto sobre ele? Como não vi isso na aura dele? Fui atras de entender. Vi videos dele de até cinco anos atras, época que meu  marido o viu. Havia sim, explicito, nas imagens, toda sacanagem que tá sendo falada dele. Como então eu não havia visto antes? Bom...porque não vejo videos ou fotos dele desde 1998. Hum, mas as denuncias falam de abusos bem antes disso. Fui atrás de videos mais antigos e pude encontrar um de 1989. Vi ele incorporado, tava tudo certo, mas as energias eram já desencontradas. Num video do Fantastico, ele já tinha, sim, investigações contra ele, mas nao havia visto esse video antes, nem pensava nessa assunto. Nunca me interessei tanto para ir atrás. Como todo mundo, fui repetindo o que amigos e conhecidos me falavam: que era milagroso, fabuloso, poderoso e não fui ver por mim mesma. Pulei a minha regra de ANALISE A FONTE...sempre, sempre, sempre.Não os secundários, os tercearios, mas a fonte.
Tinha ainda a última pergunta...ele sempre foi assim ou ficou assim? Nesse video do Fantastico, canal Globo brasileira, de 1989, João de Deus , saindo de uma sessçao de curas no Paraguai, responde a uma jornalista que não fica com nada das doações , que é um rico fazendeiro de gado. Então a ficha caiu.  O tipo de fazendeiro de gado a que ele pertence tem uma fama bem enraizada e nada do que tem sido investigado e descoberto sobre ele discorda do que vi esse grupo praticando. Ele tinha as conexões e os métodos desse grupo,  criado dentro de uma cultura que conheci bem,  e nunca gostei. Se eu soubesse , em 1989 que ele era fazendeiro de gado daquela região, eu teria prestado mais atenção. Existe muito fazendeiro de gado boa gente, mas bem mais os que estão envolvidos em maracutaias e eu teria prestado atenção. Como já repeti várias vezes, você pode ser um cara legal e médium, pode ser chato e médium, e pode ter desvio de comportamento e ser médium e o que as entidade que lhe acompanham vão fazer em relação a sua conduta nem sempre aparece aos olhos fisicos rapidamente. João de Deus é sim médium de incorporação voltado a trabalhos de cirurgia espiritual em um nível que poucas pessoas podem ser, mas é também o que está vindo à tona. Esperamos que, sendo julgado, cumpra a pena que lhe couber. Toda pessoa é responsável pelos seus atos, médiums também.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Medium , sim, só médium.

                    É erro comum no Brasil, onde o kardecismo, ou espiritismo (como popularmente chamam) é forte, achar que todo médium é espírita ou umbandista , 'macumbeiro', como a turma chama. Então... não é assim. Sou médium, só isso. Estudei e estudo todas as religiões, Isso mesmo, todas, em maior ou menor grau. Participei de cultos na umbanda, candomblé, no kardecismo, catolicismo,evangelismo, hinduismo, taoismo e vou, com certeza participar de muitos mais.
                Pra passar as minhas pesquisas em tom neutro, não estou afiliada a nenhuma religião em particular, mas posso falar sobre todas elas. Você sabe quem são os sufis, os siks? Eu sei. Estudar não só trás cultura , mas, no meu caso explica quem são os espiritos que vejo, como posso interagir com eles e mesmo se devo deixá-los se aproximar.
                Sobre o kardecismo, os espíritas, infelizmente , tive minhas restrições, pois quando estava  perdida dentro da mediunidade, disseram que só o que Alan  Kardec e Chico Xavier escreveram era certo, o resto era espírito baixo. Não concordei com isso, nem que só deviamos falar com espiritos de humanos ascensionados. E os não humanos, como ficava? De fora. Então, eu estava fora da área deles, pensei. Anos mais tarde, soube de alguns centros que não eram restritivos assim, mas já estava no comprometimento com minha própria pesquisa.
                Nada que exclua pessoas ou as rotule, ou limite, me atrai. Gosto de pessoas livres, autenticas, felizes, fazendo e arcando com as responsabilidades de seus próprios destinos. Então, sou médium , sim, mas só médium. Já é um rótulo, infelizmente, mas é denominativo e não pejorativo....para mim. Pra muitas pessoas, médium já é um mau rotulo, mas cada um tem liberdade de ver o mundo como quer. Nos meus estudos, a mediunidade é uma condição congênita, ou seja, uma situação física, adquirida na formação do feto, que requer seus cuidados como qualquer outra condição com que se nasce. Pode ser encarada como peso ou livramento, depende de como você decida olhar para isso. Eu sofri no passado, sou extremamente feliz hoje e foi com uso da mediunidade que cheguei aqui, então, só médium, por favor.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Ser médium na cidade e ser médium no interior.


                              Diferenças sentidas entre viver na cidade e viver na area rural para um médium:
                              É como dirigir carro "quase" quebrado: ele anda mas você desejaria que ele quebrasse de vez para não ter nem que tirá-lo da garagem.
                                Sono:
                                - na cidade, não consigo dormir por causa do barulho, das luzes, do calor e das dores no corpo. Médiuns são muito sensíveis a ondas sonoras, desde a música em alto volume até uma torneira pingando. Mesmo a vibração das paredes com o som alto das baladas era muito dolorido. Eu escuto o celular do apartamento vizinho tocando, então imagino que se alguém comparasse minhas queixas com a de um não-médium, o barulho a que me refiro seria o triplo do que normalmente reclamariam (buzinas, transito, bares). Luzes também são ondas e me sinto afetada por elas mesmo em locais onde diriam que está escuro. Então, a porra da luz do telefone fixo, é, aquela minúscula luzinha vermelha, incomoda. Imagina todo o jogo de luzes dos carros passando que nem dez cortinas sobrepostas resolveriam. Então tem  o calor vindo de todo tipo de máquina : café, televisão, computador, rede elétrica, que é um calor cortante, mais a irradiação do calor que o material das paredes do prédio absorveram do sol durante o dia. Tudo isso eu sinto na hora de dormir. Aí vem a dor de cabeça, dor de junta, cólicas, e eu pergunto para o meu corpo : até tu Brutus! Tá do lado de quem? Ajuda aí, porra. A muda resposta do corpo físico me parece uma carta de aviso prévio.
                             - no campo, consigo dormir pesadamente. As dores de esforço físico não "machucam". A fibromialgia fica sob controle. Nem todos os médiuns tem fibromialgia, mas todos sofrem de dores, principalmente na coluna e na cabeça. Mesmo havendo  vizinhança barulhenta e curiosa ( chamada DIVA - departamento de investigação da vida alheia), típica da cultura rural, não se compara a cidade grande. A luz do telefone não incomoda, o calor dos equipamentos e das construções é suportável .

                            Sonhos:
                              - na cidade, é difícil lembrar-se deles ao acordar. O conteúdo é  quase sempre de 'limpeza" do cérebro organizando os fatos do dia. Provavelmente a qualidade ruim de sono afeta os sonhos, o que é uma porcaria para o médium. Não queremos lembrar de conteúdos espirituais  sempre. O que acontece Lá, fica Lá, mas se os sonhos não são os mesmos dos tempos saudáveis (então você precisa de treino para saber o que é saudável para si ), aquilo que faria uma pessoa ficar doente em quinze dias,  faz em dois,  para um médium.
                            - no campo, não lembro dos sonhos ao acordar, ou faço com dificuldade, mas o conteúdo é pontual, específico, como um recado curto e grosso enviado para alguém que não quer ouvir uma mensagem. Aqui devo confessar que, entre todos os meios 'proféticos', estou deixando os sonhos de lado, pois para mim é entediante separar o conteúdo emocional, subconsciente, material de trabalho psicanalítico, conteúdo interiorizado e outras coisas que a psiquiatria gasta tempo para nomear (por que eles são pagos para fazê-lo e eu não), do que é realmente uma mensagem... E olha que depois de 42 anos eu consigo avaliar meus sonhos em dez minutos. Quer falar comigo? Entra na fila e bate na porta ... de dia.

                      Capacidade mental :
                       - na cidade, manter um foco é razão de muito sofrimento. Ao ponto de achar que é caso de revisar as doenças na família (Alzheimer, Esclerose, afins). Erros graxos como colocar gelo no armário e pano de prato na geladeira começaram a passar de ressaca para rotina. Isso geralmente é consequência de noite mal dormida, de onde se vê que m#rda é a tal da boa noite de sono.
                     - no campo, dois meses seguidos são suficientes para restaurar  essa  bagunça.
                      Comunicação com as "gentes mortas":
                      - na cidade, não recebo mensagens como de costume. Embora isso seja um sonho para mim, médium que não recebe comunicação tá doente, ou de castigo. Com certeza todas as ondas sonoras, luminosas, vibrações humanas e não humanas comprimidas em pouco espaço não ajudam a receber mensagem de ninguém.
                        - no campo, consigo mandar mensagens para os "gentes mortas" e  recebo o volume normal, ou seja, quando eles querem ou acham digno de me responder. Como tenho que continuar com o trabalho nos livros, já vejo eles se aproximando calados, para encher a "caixa postal" de alegria.

                        Energia:
                       - na cidade, baixa total. Tenho certeza que , mesmo nos dias que consigo um sono aproveitável,  umas três horas depois de acordar, se não tenho que ir na padaria ou feira, ela é consumida rapidinho em restaurar meu campo magnético, tipo Wolverine tendo a pele retirada cem vezes e recuperando outras cento e uma. Na hora do almoço  já  gastei todo açúcar  e plasma do corpo e escutei "você está com uma cara péssima, vai dar um jeito nisso" cinco vezes. #amo muito tudo isso.
                       - no campo, se não há calor infernal, a energia restaura tranquilamente e com facilidade.
                  Ataques de pânico:
                  - na cidade. Quem nunca, né, teve medo. A maior parte dos médiuns tem medo crônico. Não dá para explicar tudo o que acontece no sistema mediúnico. Não dá para ter dez cientistas lhe explicando as minúcias da rotina de médium, mesmo porque eles vão lhe usar de cobaia para a maioria delas, já que a ciência está descobrindo as causas desses efeitos que nos acompanham a milênios... agora. Somadas as particularidades deliciosas da mediunidade estavam todos os acompanhamentos energéticos da vida 'moderna'. Era ataque de pânico todo dia. Não tenho como calcular o que acontece se continuo na cidade sem folga por muitos anos. Como os ataques são vários mas de pequena intensidade, dá para viver como gente 'normal', com muito sofrimento, muito "respira belo nariz, solta pela boca" muito floral de Bach (rescue remedy), mentalização... uma felicidade só.
                   -no campo, são poucos e curtos. Com certeza tem a ver com não ter o estado de atenção total , dia e noite, que a cidade grande coloca a todos, mas que comprime o médium a níveis inumanos.
         
               Glicose e pressão sanguínea:
                 -na cidade,   mal consigo ter uma semana normal. A dieta para hipoglicêmicos não funciona, só aliviava. Sinto que meu sistema fica louco ao ver a quantidade de energia que tem que produzir para suprir as interações mediúnicas e a demanda que a cidade pede.
                -no campo,  as quedas são espaçadas, mas, quando acontecem, são várias vezes em seguida, volto ao normal subitamente, ou seja, não tem hora para acontecer, dia ou noite. Está lá, não importa que maravilha da natureza provoque isso.


             Embora saiba de coisas que podem ser feitas para diminuir os efeitos nocivos da poluição, não houve tempo para aplicá-las nas cidades que morei. Isolamento acústico custa caro e, embora existam soluções mais acessíveis, não cheguei a poder experimentá-las. Para o resto: ionizadores-umidificadores de ar, cores,  aromas, exercícios de desintoxicação. Infelizmente, essas soluções não lhe acompanham  na rua, e muito do que se faz diariamente não é dentro de casa. Chega ao ponto que para o médium não sofrer tanto e ter uma vida "normal", o que quer que isso signifique, o empenho e custo são tão altos que fica mais barato morar no campo.
            Depois dessa experiência comparativa, fica fácil dizer a outro médium o que daria alívio, mas verdade seja dita, já tive de falar para médiuns bem jovens o quanto a vida para nós é restritiva, e que esteja preparado para que piore com a idade não só pela parte física, mas porque o tempo torna nossas capacidades mais fortes , então, mais vidas restritivas ainda. É pessoal, bem vindos ao clube nada seleto dos que vêem gente morta!
               


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Mediunidade tem limite? Não, não tem.

                                  Não, não há, para a ação da mediunidade, nenhum limite. Então porque não há mais curas, menos guerras, mais fartura? Por que médiuns não podem interceder com mais "fúria" em casos que nos ofendam a vida?
                                         Porquê a mediunidade não tem barreiras, mas o portador dela e as pessoas que se beneficiariam têm. Tudo é possível e Jesus bem já dizia: " Milagres  ainda maiores que estes fareis."  Pelo que carregamos, individualmente e coletivamente de tabus, conceitos morais, religiosos e emocionais. Uma infinidade de 'extras' que todos carregamos em maior ou menor grau.
                                    A física tem razão, nada é impossível, mas  sim improvável. Um perfume que evapora da garrafa pode retornar a ela sem ajuda mecânica, mas isso levaria uma quantidade de tempo tão imensa que o evento é qualificado como impossível, para nosso entendimento, que fique bem claro. Se forças químicas, térmicas e mecânicas forem empregadas, esse mesmo evento pode ser viável e o vapor do perfume voltar para dentro da garrafa em tempo hábil, ou seja, em um período que nos convenha, que nos seja útil, que possamos estar vivos para ver.
                                  O médium, de qualquer grau tem a possibilidade de catalisar qualquer tipo de evento de cura, transformação ou intervenção a nível individual ou coletivo. Tenho dois exemplos:
                                  Uma certa área de 50 alqueires, antiga fazenda de escravos e area usada como descarte de corpos de pessoas sequestradas por cem anos pode ser "espiritualmente" limpa por 70 médiuns do mesmo nível  trabalhando seis meses sem parar para transmutar o que era nocivo em algo neutro. Esses médiuns teriam que querer trabalhar nisso com o risco incluso. Não se encontram nem cinco que possam e queiram. Falta de empatia, coragem, disponibilidade e capacidade física. Esses são limites humanos, alguém julgaria errados?
                                   Certo caso de doença terminal poderia ter sido revertido se o paciente realmente quisesse viver (e parar de  dizer à família que não queria morrer) , se os 'fluidos' necessários pudessem ser trazidos num curto tempo pelas entidades e a família aceitasse em doar certa quantidade de plasma para que se usasse a energia das células em reparos no corpo do familiar. O paciente não queria viver e seu livre arbítrio, por mais que ferisse a vida de várias pessoas, precisava ser respeitado.
                                     Todas essas "limitações" são normalmente creditadas à limites divinos, religiosos, por que nos convém colocar a responsabilidade nos outros e em fatos externos do que em nós mesmos, mas que não há limite no universo, não há. O tempo , em última instância, muda tudo não é mesmo? Os físicos que o digam.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Pessoas carregadas com vibrações pesadas? Como assim?


                                                           
                                                         Alguma vez lhe ocorreu pensar o que significa alguém estar carregado? Está com pedras na algibeira? Se não, você consegue ‘ver’ a energia que deduz como carregada ou horrível? Ela é negra, tem aparência viscosa, ou não sabe, só sente que é ruim? Pois bem, tudo isso é apenas cultural.
                                                         Na química, não existe substância ruim, carregada (que não seja um termo elétrico), horrível, pesada. Nada neste Universo é bom ou ruim, mas mal colocado. Certos ácidos não devem ficar em contato com a pele humana, por exemplo, pois causam queimaduras. Porém, o ácido clorídrico tem que estar presente no seu estômago, ou você não processará os alimentos e seu corpo morrerá. Outra condição na química é um elemento estar na quantidade ideal para uma situação. Muito ferro no seu corpo, ou pouco, e você tem quadros drásticos de saúde que põem sua vida em risco. Nada no Universo é ruim, tudo ‘serve’ para algo, inclusive o desequilíbrio, ou o que produz a energia elétrica não é um desequilíbrio de cargas e o que produz o vento é um desequilíbrio de pressão entre duas áreas?
                                                           Seus cinco sentidos ‘calculam’ as diferenças entre você e outra coisa ou pessoa. Então, se o seu corpo está a 37 °C, não achará um pedaço de ferro que esteja a 12°C frio? Que diria se estivesse carregando uma mochila com 10 kg e trocasse com a de seu amigo com 1 kg? Não acharia mais leve? Tudo que descrevo lhe parece até óbvio, então porque não compreenderia se lhe dissesse que é o mesmo princípio regendo sua sensação de ‘pessoas carregadas’ com ‘energias pesadas’? É exatamente o mesmo princípio de diferença de cargas e concentrações que lhe dará a sensação de que algo é diferente.
                                                               O exemplo da energia negra e viscosa, dependendo da pessoa que está enxergando e do indivíduo que está com essa energia, não significa um mal. Importante lembrar que a posição do observador é fato fundamental em qualquer situação. Até mesmo uma parede negra pode parecer azul escura dependendo do local de onde é vista e da luz que incide sobre ela, o mesmo acontecendo no caso de uma observação de auras.
                                                                Se você sente uma pessoa muito ‘diferente’ de você, a única coisa que pode concretamente dizer é que sua configuração energética e a dela não estão na mesma frequência, ponto. Todo o resto é adjetivo. Se você não gosta de alguém, ou está se incomodando com a presença, não critique, não julgue, observe atentamente a si próprio para entender onde estão as diferenças e o que pode ser feito a respeito.
                                                                   De outra forma, médicos estão sempre em contato com patologias que causam desequilíbrio nas pessoas. O fato de um médico lhe parecer ‘sujo' não significa que ele esteja produzindo essa energia, mas sim rodeado pelo que o ambiente de trabalho é. Não só médicos tem esse problema, pois um pintor terá a roupa suja de tinta, um escultor, de pó de madeira ou pedra e uma dona de casa pode ser vista com inúmeras marcas que vão de vomito de bebê  a graxa de sapato. Estas pessoas não são o que as marcam, no momento que você as vê, mas estão cobertas pelas substancias com que tiveram contato. O mesmo se pode dizer de energias. Um padre pode se benzer toda noite, incensar o corpo com mirra da mais pura, e, se for um bom padre, no dia seguinte estará em contato com o mesmo tipo de pessoa necessitada, desequilibrada, sofrida e terá sua aura coberta de parte destas energias. A mesma analogia serve para qualquer um dos exemplos acima. É calo do ofício.
                                                             Existem pessoas desagradáveis. As que não param de falar mal de outros e da vida são difíceis de se aguentar, também as que sempre acham que tudo vai dar errado. Essas , sim, parecem e são pesadas, e , como semelhante atrai semelhante, fala em maldade, recebe maldade. Fala em desgraça, vem a desgraça, sempre em três, segundo a crença popular. Então, isso faz com que sejam um aspirador do tipo de energia que acabaram pedindo. Nesse caso, o que  acontece é que ficam sozinhas. Os poucos que tentam 'quebrar' o pessimismo delas com palavras de encorajamento e otimismo acabam vendo que é daquela pessoa decidir se está bom do jeito que está ou não, mas ninguém é obrigado a aturar gente de mau humor ou eternamente raivosa e se afastam, como faríamos se fosse um objeto muito quente, muito frio ou muito escorregadio'. E o sistema que 'pesa' as diferenças é que vai lhe dar a direção e dizer se tem "carga pesada" na sua frente.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A mediunidade e problemas na vida.

                                      NÃO, mediunidade não é, por si só, o que causa problemas na vida de ninguém. Esta postagem se refere a épocas onde os problemas, sejam financeiros, emocionais, médicos ou familiares, acontecem na vida do individuo que tem mediunidade.
                                     É difícil encontrar uma pessoa que diga que nunca teve fases na vida onde enfrentou uma crise. Aquelas que falam que nunca sofreram dificuldades e/ou perdas, geralmente inconscientemente, delegaram seus problemas a quem as cercava. Citando um provérbio anonimo: "Frequentemente uma consciência limpa é unicamente resultado de uma memória fraca". Então, como fica para o médium que está em uma dessas fases da vida? Ele escuta, o tempo todo, que "não-se-deve-mexer-com-essas-coisas-olha-só-a-vida-de-fulano-como-está" (vide http://mediunidadetabu2.blogspot.com.br/p/mediunidade-nao-traz-desgraca-vida-de.html ), ainda pior se a vida desse médium está precaria nas finanças ou no emprego ou no amor ou em tudo (porque desgraça pouca é besteira), pois vai escutar o amável 'eu te disse, não disse'.
                                       Seria ótimo se os diabéticos fossem isentos de passar  por outros problemas na vida por já a terem complicada pela condição em que se encontram.  Quem nasce com anemia falciforme ( condição genética consistente em anomalia dos glóbulos vermelhos, cujos sintomas não permitem ao portador uma vida 'normal') também deveria estar isento de todo e qualquer problema que não os decorrentes da anemia. Infelizmente, diabéticos e portadores de qualquer doença congênita (de nascença) tem problemas amorosos, financeiros e familiares como todo o resto da humanidade. O mesmo acontece com a mediunidade , que é uma condição genética e congenita.
                                    Mas, se você vê o futuro, deveria poder evitar problemas! Quero pedir a todo mundo que me fez essa afirmação para me pagar um real, atrasado, que eu não me importo em receber . Veja bem, ver o futuro não implica em 'poder mudá-lo'. Está mais para  prevenir do que remediar. Prever um inverno rigoroso faz com que se possa armazenar bastante comida, lenha, fósforos e cobertores. Impedir ou modificar o inverno é , se você não sabia, impraticável. A opinião das entidades que tiveram que escutar essa mesma pergunta, sem cobrar o realzinho, é que os alunos desta universidade chamada vida, somos nós e suprimir as provas e trabalhos de avaliação não é a forma mais inteligente de preparar um bom profissional. Pelo lado de quem estuda um pouco de física irá entender que modificar um evento futuro não garante felicidade, já que não se modifica o tempo sem alterar o espaço e as múltiplas variações de eventos decorrentes fazem com que calafrios me corram a espinha... pois é impossível prevê-los.
                               Então, entidades que acompanham o médium podem alertar a situação que se avizinha, mas podem não dar todos os detalhes  'antes-durante-depois' e a quem fica a resolução dos 'detalhes logísticos' do periodo de problemas.  Muitas vezes, entidades mostram boas situações que estão chegando e , com olho nisto, ajudam a direcionar as decisões, assim como amigos, quando dão opiniões, mas se a situação não seguir o rumo que mostrava no inicio, fato comum de acontecer, é o indivíduo em questão que terá de se virar até que essas mesmas entidades se mobilizem e tragam resultados para o problema que ele está passando. Isso não é levado em conta pela maioria dos médiuns que conheci. Aqui a dica é a mesma que para não médiuns: não entrem em situações que não possam ir até o fim e , se forem forçados, prestem bem atenção em como minimizar os danos e encurtar os prazos para sair da enrascada, pois os seus plasmas que serão usados durante a crise e serão  vocês que passarão por dificuldades, não as entidades, muito embora sejam solidários com vocês.
                             Se o problema pelo qua o medium esta passando for financeiro,  mesmo com todo apoio das entidades, se você não tiver um bom suporte material deste nosso lado, ou se as pessoas que porventura lhe derem este suporte não forem bons profissionais, não vai ser fácil. O mesmo se aplica aos problemas amorosos, como uma perda por morte ou separação, se as pessoas ao seu redor dão apoio a sua dor, mas desprezam sua mediunidade, será como dizer a um diabetico : posso consolá-lo  com conversas amigáveis, mas não me peça para  lembrá-lo de tomar os remédios! É compreensível quando eu cito o caso do diabético e deveria ser mais ainda no caso da mediunidade.
                             Quando a vida mostra sua parcela de sofrimento, o individuo que passa por tal situação dá, compreensivelmente, menos atenção a todas as partes da vida que não estiverem envolvidas no sofrimento. São as situações que estão indo bem, como a de um encarcerado que irá lembrar de seus filhos, mas se estiverem bem, dará menos atenção a suas histórias porque  pensará " estão bem, estão em segurança" e vai sentir saudades, mas não vai dar tanta atenção a eles como aos fatos decorrentes do encarceramento. Com a mediunidade, ou o exemplo do diabetes, o mesmo. Se a condição mediúnica estiver bem trabalhada, quando os problemas da vida se tornarem preocupantes, o individuo poderá se dar ao luxo de não prestar atenção a ela, embora não possa descartá-la. Um diabético tomará seus remédios e continuará a dieta  estabelecida, mas não será fonte de mais problemas e preocupação. Lembrando que todos os calos que doem, como a mediunidade e a diabetes, ficam mais sensível em épocas de tensão porque nosso  nível de tolerância diminui.
                           Algumas rotinas não podem ser mudadas e são de difícil lida durante épocas de crise. No caso da mediunidade, não há como evitar ser seguido por obsessores ou mesmo  simples'gente morta', porque "estou com muitos problemas". Médiuns com pouco treino sentem muito por não saber administrar essas situações inevitáveis e duplicam a dificuldade em épocas de crise, principalmente por acharem que sofrem de perseguição intencional ou que Deus os está punindo em dobro e não é isso. A falta de informação prejudica demais em todos os aspectos da vida.
                          O médium não tem o recurso, bem como o diabetico, de ' se ausentar de suas obrigações' por motivo algum, seja velhice, doença, divorcio, mudança de cidade, etc. Em casos de mediunidade muito rara, com dons de cura muito expressivos, isso fica mais visível.  É como um cirurgião especializado cuja área tenha poucos profissionais capazes, que não pode dizer : não quero operar pacientes hoje pois minha mulher me largou e eu estou muito triste. O sofrimento do paciente que não vai receber a unica ajuda que precisa pode piorar consideravelmente a situação de vida sofrida que este cirurgião está passando.
                          Por outro lado, o médium pode, e o faz quando sob pressão, não escutar mais as mensagens e avisos que recebe. Isso vai fazer com que as entidades procurem meios mais 'invasivos' de passar os seus recados. Não digo como consolo, mas é verdade que o cobertor vem conforme o frio, então o tratam com mais carinho quando vêem que a vida está sofrida e deixam você determinar com mais liberdade o que você aguenta, ou não, no trabalho como mensageiro entre mundos. Porém,  isso só é possível para médiuns que se conhecem profundamente e entendem sua equipe de trabalho muito bem. Tenho experiencia de quando não tinha treino e passei por períodos de sofrimento e estar treinada  passando pelo mesmo tipo de situação. Portanto, posso dizer que a diferença é grande, o controle que se tem da situação é definitivamente muito maior.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

"Fizeram macumba para mim"- conceito de

                            Lembra do conceito de que cornos e dívidas todo mundo teve , tem ou terá? Inclua macumba na lista. É realmente  verdade. Porém, se houvessem tantas macumbas sendo feitas , como as pessoas alegam, teríamos um verdadeiro estado de sítio declarado - ninguém se mexe, tá tudo travado, tudo colocado numa grande encruzilhada de uma só vez!
                                Alguém com problemas no emprego... deve ser macumba. Minha namorada está me traindo, fizeram macumba. Estou com dor de cabeça, deve ser macumba, só pode ser! Eu queria que a vida fosse fácil assim.  Tem um problema, põe a culpa na macumba que alguém lhe fez e toca em frente reclamando. Tem gente que põe na conta de uma pessoa só, explico:  faz dois anos  que uma conhecida  fala que fulano de tal lhe fez e faz macumba. Pelas minhas contas, esse fulano não toma banho, não dorme,não come, não trabalha, porque ta fazendo despachos por todas as encruzilhadas do país.
                                Olha só, macumba, magia negra, mau olhado, existe, e falei sobre isso em outra postagem, pode olhar, mas não tem jeito de pensar que a vida pode estar ruim por nossa própria conta? Pois então quando estiver boa, feliz e nos satisfazendo, teríamos que dizer que alguém fez uma boacumba  para isso estar acontecendo. Oras, se outros são responsáveis pela parte ruim de nossas vidas, o mesmo seria pelas partes boas. Acontece que ninguém tem tanto poder assim, sozinho, de fazer nada na vida de ninguém. Tem que ter a permissão da pessoa envolvida. Isso mesmo permissão, co-ação (ação conjunta). Tu me dá, eu aceito.
                               Antes de pôr a conta do que se vive nas costas de outrem, faça uma analise nem muito profunda, mas bem honesta e veja se você próprio não chegou aonde está por conta sua.
                              Agora conto um segredo nunca antes revelado por mais que um milhão de vezes: mente sã em corpo são não fica doente. Por doença entenda tudo, até uma macumba que 'entre' em você.  Como permanecer com mente e corpo sãos? Eis a questão e são várias respostas, uma para cada ser vivo do planeta.A melhor delas é a que você encontra fazendo sua própria pesquisa, para o seu caso específico.
                                E quando é realmente caso de macumba, magia negra, coisa feita? Os 5% que restam de todos que dizem que estão com macumba (quem realmente esta sob este efeito geralmente não aceita que está), é que estão de fato. Esses casos acabam precisando, como qualquer coisa muito séria na vida da pessoa, de ajuda externa. No caso do que se chama de macumba, procure médiuns que trabalhem em terreiros e tenham bons anos de experiência. Se preferir, vá a um padre, um benzedor, alguém que lhe inspire confiança e respeito. Continue procurando até sentir  que essa macumba não está mais lá. Dai para frente , fortaleça a si próprio para que não aconteça de novo.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mediunidade, loucura e estados alterados de consciência.

                         
                                           Sim, existe muita diferença. Mediunidade não é desordem mental. Olha só:
PARTE PSICOLÓGICA:
Na desordem psiquiátrica, a pessoa mostra incapacidade de fazer amigos e de ter relacionamentos sexuais íntimos. A pessoa até tenta estabelecer contatos e  interagir socialmente, mas com  muita dificuldade e sofrimento envolvidos. Este quadro geralmente  aparece na primeira infância (distúrbio bi-polar  apresenta seus sinais mais claros depois dos trinta anos)
Na condição mediúnica, a pessoa tem habilidade em interagir socialmente, tem capacidade de manter relacionamentos, inclusive íntimos (e por que não?).
Na desordem psiquiátrica, a pessoa não tem coerência na forma do pensamento, não consegue manter uma linearidade de assuntos.
Na condição mediúnica, a pessoa tem lembranças da vida dela coerentemente e consegue estabelecer linearidade nos fatos (“lembro que tinha um garoto na escola, a mãe dele gostava de mim, ele me seguia pelo recreio, as meninas tiravam sarro por causa disso, etc...".).
Na desordem psiquiátrica, a pessoa tem episódios catatônicos (não fala, não reage, não se move), agressividade  e/ou comportamento manipulador. Esses episódios imprevisíveis e alternados impedem a interação normal entre ela e outras pessoas.
Na condição mediúnica, a pessoa consegue estabelecer cooperação dentro de uma situação qualquer e consegue falar sobre suas experiências, quaisquer  que sejam.  O que não significa  sair contando detalhes sobre tudo para todo mundo.
Na desordem psiquiátrica, a pessoa não consegue distinguir entre uma experiência interior do mundo exterior. Projeta a culpa excessivamente.
Na condição mediúnica, a pessoa tem consciência do que é  experiência interior e exterior. Sabe dizer o que foi um sonho e o que aconteceu realmente, mesmo se a gente ficou bêbado.
Na desordem psiquiátrica  a pessoa  enxerga, com freqüência, o mundo  e todas as pessoas como perigo e manifestam delírios de perseguição, escutam vozes que sempre falam sobre coisas desagradáveis e ameaçadoras.
Na condição mediúnica, a pessoa não tem essa sensação de perseguição constante e não tem desconfiança de todos (exceção feita para as sogras, exes de todos os tipos e políticos)
Na desordem psiquiátrica, a pessoa  tem impulsos autodestrutivos, suicidas e autoflagelador. Elas se machucam fisicamente, tem acessos onde agridem pessoas e esses episódios não tem razão aparente para acontecerem.
Na condição mediúnica, a pessoa observa regras como não se machucar ou aos outros e, quando tem idéias autodestrutivas e/ou suicidas (todo mundo tem direito a cinco minutos de tudo, por dia) consegue falar sobre elas e aceitar medidas de autotransformação e cautela (alguém, por favor, afaste o ex daqui? Tirem os objetos  de perto ou me levem para passear!).
Na desordem psiquiátrica, a pessoa tem comportamentos, alternados ou contínuos, de negligenciar a saúde,  recusando-se a beber ou comer e até de seguir regras básicas de higiene.
Na condição mediúnica, a pessoa pode esquecer-se de tomar banho depois de andar 20 km a pé, mas ela corrige esse fato assim que descansa o suficiente para parar de ofegar e sentir o próprio cheiro. Ela come e bebe, mas pode fazer dietas para emagrecimento também, ou de engorda, se preferir.

CRITÉRIOS DE NATUREZA MÉDICA
Na desordem psiquiátrica, os exames clínicos e os testes de laboratório detectam doenças físicas que podem causar, principalmente  na química cerebral, mudanças psicológicas.
Na condição mediúnica não. Você quer que alguém ache alguma coisa em você, dê uma pílula maravilhosa e tudo fique bem. Mas não, você é normal,  um pouco de gastrite, pressão baixa, pouco açúcar no sangue, mas nada que um descanso não ajude. Argh!
Na desordem psiquiátrica, testes psicológicos mostram a debilitação orgânica do cérebro, debilitação do intelecto e da memória, além de problemas na comunicação, da fala, da estruturação da frase e de orientação básicas de tempo (Que dia é hoje? Que horas são?)
Na condição mediúnica, se você não perguntar coisas ao médium logo depois de uma ressaca ou assim que ele acorda e não chegou na xícara de café, ele sabe o dia, a hora e vai lembrar-se do chato que fez essas perguntas.
                      Desordens psiquiátricas  são aquelas 'fisicamente' identificáveis. Esquizofrenia por exemplo. O problema da psicose é : nem o termo é absoluto. Na psiquiatria, a psicose ainda não está definida de modo exato. Em princípio é tudo  que inclua estado de paranóia, alucinações acústicas hostis e delírios de perseguição. Embora muitas pessoas não saibam, infecções, intoxicações, desordens de metabolismo, tumores, distúrbios circulatórios e certas doenças degenerativas são possíveis causas primarias de desordens psiquiátricas.
                      Depois, na sociedade atual, onde regras sociais estão em gritante transformação está difícil dizer o que é 'normal'.
                       Estado alterado de consciência abrange desde uma experiência com drogas alucinógenas, a fúria que muitos homens usam de recurso jurídico depois de matarem a mulher por ciúmes, e a  exaltação vista comumente em rituais religiosos. Um médium pode ser apenas médium e não ter tido episódios de estado alterado de consciência, ou pode ter tido vários. Aliás, esquizofrênicos podem  entrar em estado alterado de consciência 'espontaneamente' ( em aspas pois sempre existe um gatilho que dispara esse transe), ou fazer a péssima escolha numa festa e usar ecstasy, entrando em outro tipo de estado alterado.
                        Como saber a diferença?  Todo mundo diz que um louco reconhece o outro louco. Com certeza um médium treinado reconhece as 'marcas' de outro médium. Sempre é bom, quando em dúvida, procurar ajuda médica, no caso de drogas e-ou alterações psíquicas. Aí entra outro problema: médicos convencionais irão lhe dar um diagnóstico baseado no que estudam. Se você procura um diagnóstico, para si ou para alguém da sua responsabilidade, de todos os trabalhos que estudei, procure um médico psiquiatra cuja linha de trabalho seja 'transpessoal', como é conhecido no meio. O trabalho do psiquiatra Dr. Stanislav Grof e sua mulher Christina( nos E.U.A, mas existem no mundo todo psiquiatras e psicólogos que seguem essa linha), é, para mim, o método mais eficiente para acompanhar médiuns e aqueles que apresentam patologias psiquiátricas, também os que tem os dois. Sou a favor de que todo individuo faça pelo menos 5 anos de terapia.
                          Médiuns treinados conseguem distinguir os sinais visíveis na áurea (campo magnético que envolve o corpo humano) e saber à que se referem. Então um médium trabalhado e responsável nunca lhe diria para não ir ao médico, mas seria uma ferramenta a mais para reforçar o diagnóstico. Se a  desordem psiquiátrica foi descartada e as  "gentes mortas" continuarem lá, bem vindo ao clube nada seleto de gente que vê gente morta! Volto a dizer que é possível ser feliz, com algum empenho no treino que você deve receber. Olhe o lado bom:  é apenas um mundo mais amplo, mais raças envolvidas, mais dimensões, mais regras, menos tempo de descanso, mais superiores,... não é lindo?


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Casas mal assombradas, o que são? Qual solução?

                       
                           Definição de assombração é tudo aquilo que causa assombro, espanto, maravilhamento, estranhamento, que nos chama irremediavelmente para o objeto ou assunto assombroso. Desta forma, assombração seria , por exemplo, seu ex-marido se comportando amigavelmente, sua sogra cozinhando para você e lavando a sua louça ( ela quer dinheiro, só pode ser), um político devolvendo dinheiro dizendo que recebeu a mais. Uma espaçonave estacionar no seu quintal e , assombro dos assombros, não quebrar nada pelo caminho. Tudo isso é uma assombração.
                              Mas estamos acostumados a nos referir a assombrações quando falamos de gente morta. Achamos que gente morta não deveria aparecer, nem falar, nem existir. Nós fizemos o mesmo com as bactérias - não víamos, portanto não deveriam existir, nem viver, nem causar doenças. Gente morta fala , aparece , existe e são iguaizinhos a quando eram vivos, um pouco mais transparentes (não, não é a definição de transparente que queremos ver na política, é a literal). Definindo o tipo de assombração  a que trataremos aqui, vamos as perguntas:
Todos os lugares são 'assombrados'?
                              Todos os lugares são assombrados, e deixe-me mudar a colocação, todos os lugares são frequentados por espíritos, de todo o tipo. Para cada gente 'viva' é estimado um tanto de 77 'não-vivos' , só da espécie humana, não estou contando outros seres que dividem este planeta conosco. Então  digo que é mais interessante perguntar aonde não é 'frequentado'. Também há de se pensar que quando se morre, você faria o que? Você morou em barraca de camping ou em casa e apartamento? Aonde você iria se 'mudasse de estado' (tipo sólido para gasoso?), Você não acha que iria para os mesmos lugares de sempre? Ou iria aproveitar a viagem e ir para lugares que sempre quis ir?Eu iria para o Gran Cânion, você conseguiria me encontrar naquela imensidão? Mesmo eu estando 'viva'? É a mesma coisa com espíritos. Estão em todo o lugar, pois são 77 a mais para cada um dos  billhões de 'vivos' que temos hoje. Em ambientes pequenos, como uma mansão antiga, dá para ver uma maior concentração do que no meio do deserto.
Quais são os sinais de assombração na sua casa?
                             Sinais comuns são : portas que se fecham ou abrem sozinhas, equipamentos eletricos- eletronicos que se quebram do nada, ou televisores que ligam e desligam sozinhos, crianças  e adultos que não conseguem dormir direito, animais que se tornam irritadiços sem motivo aparente e fazem barulho para paredes e espaços 'vazios', sensações de frio ou arrepios  e  de estar sendo observado. Porém, assim como um sintoma de tosse pode ser uma bronquite, uma gripe ou uma pneumonia, e são tratamentos beeeem diferentes, os 'sintomas' só serão de assombração, quando excluidas as causas mais comuns : sensações de frio com sistema de ar condicionado na casa não indica assombração, nem sensação de estar sendo observado morando num apartamento todo envidraçado e no centro da cidade . Só um médium treinado pode dizer se estas causas são 'do outro mundo'.
O que significa quando você tem gente morta, assombração, na sua casa? 
                              Significa, primeiramente, que você mora no planeta Terra e que sua casa está 'normal'. Mas , se você realmente chegou no diagnóstico de assombração, também significa que ou existe uma mensagem que tem que ser passada à quem mora na casa, ou você descobriu sua mediunidade, (bem vindo ao clube nada seleto de quem vê gente morta). Não é castigo, nenhuma das alternativas, nem sinal de maldição específica, nem de  ter tirado a sorte grande.
Assombrações podem trazer problemas, podem machucar?
                              Com toda a certeza. Se você já está procurando soluções para o que lhe acontece, é porque já entendeu que não aguenta o que está acontecendo, então já lhe trouxe problemas. Ter uma casa realmente assombrada é, de início ,um saco.  Já dá trabalho fazer o pessoal deixar a porta fechada, ainda tem um filho da p. que passa e deixa aberta e você não consegue que esse alguém fique de castigo no quarto. Quantas vezes você levou algum equipamento para o conserto? Esse alguém vai pagar? Em quem você pode descontar no serviço, a noite mal dormida ou não dormida. Pior que não dá para ligar para o vizinho e pedir para parar de bater na parede. Esse vizinho já lhe disse que vai a polícia se você ligar de novo, pois ele não sabe do que você está falando. E você não consegue dormir com gente socando a parede.
                           Podem machucar? Sim, mas são 1% dos casos, e esses precisam de ajuda especializada, que não são os caça fantasmas. É gente que consegue ver quem é o camarada que está frequentando e o que ele quer ali. Como são os de caráter violento, tem que ser alguém preparado para conversar com os lindos e não se machucar. Ou você chama o veterinário para tirar um cara com arma apontada para você dentro da sua casa? Se você fizer isso , me avisa , eu quero aprender.
O que eu posso fazer a respeito do que está acontecendo na minha casa, estando ela assombrada?
                              Sabendo que todos os locais são frequentados , por muito mais gente 'não-viva' , e que de 100 pessoas 'não vivas', 20% só está querendo se 'comunicar', 5% criam 'assombrações' , melhor dizendo , 'frequentadores que não conseguem ficar calados'. Destes, 0,5% são casos muito sérios e precisariam de ajuda especializada. Então você pode aliviar a sua situação  fazendo alguns procedimentos padrão, que um bom médium faria por você:
                          -tente descobrir quem morou na casa antes e se ali ao redor houve guerra, assassinato, disputas de longo termo, mortes com dor, enfim, localize a fonte do problema,
                          -descarte a possibilidade de ser gente da sua família ou  de quem mora com você, marido, genro, sogros, amigos, pois o tratamento será diferente,
                          -reze por tudo que está envolvido: a propriedade, você  e quem mora na casa, todos os possíveis espíritos envolvidos.Faça isso fora de onde está acontecendo o problema, uma igreja (pode ser rezar uma missa, mas tem que ter os nomes de todos os envolvidos) de qualquer religião.E fique fazendo isso até que um alívio concreto ocorra.
                         - trate o assunto com normalidade e segurança, você não está doido, você não é o primeiro a ter essa situação e isso vai ser transformado para melhor , desde que você dê, como tudo que lhe causa problema, de algum tipo, atenção e empenho pelo tempo que se fizer necessário.
                              Gente morta também é gente. Eles ficam tristes como ficavam em vida. Muitos sofrem frio e fome, por não saber acessar a fonte de "Lá". E a saudades é algo, todos podem dizer , que chega a nos enlouquecer. Eles também sentem muitas saudades, e muitos se perderam dos seus . Se você se perdesse de sua família, amigos, onde iria? Para onde você foi feliz, ou infeliz no caso de vingança, e ficaria lá. Para muitos é bonito ter um local mal assombrado, chegam até a fazer dinheiro com isso, mas são 'gente', e agem de acordo com suas consciências, a mesma de quando vivos, e estão, na grande maioria, procurando ajuda. Eu acho romantico uma mansão assombrada, mas esse romantismo é as custas de sofrimento alheio. Ou você queria ser deixado para trás?

sábado, 28 de maio de 2011

A relação entre mediunidade e loucura .

                                 Quero mencionar o trabalho do Dr. Alexander Moreira de Almeida, psiquiatra formado pela escola de medicina da USP, que  através de exames tradicionais para a psiquiatria  quis trazer resultados reais sobre o assunto. Transcrevo, na integra , o resultado da pesquisa :" Conclusões: Os médiuns estudados evidenciaram alto nível socioeducacional, baixa prevalência de transtornos psiquiátricos menores e razoável adequação social. A mediunidade provavelmente se constitui numa vivência diferente do transtorno de identidade dissociativa. A maioria teve o início de suas manifestações mediúnicas na infância, e estas, atualmente, se caracterizam por vivências de influência ou alucinatórias, que não necessariamente implicam num diagnóstico de esquizofrenia."- Tese Fenomenologia das experiências mediúnicas, perfil e psicopatologia de médiuns espiritas 22/02/2005, USP.

                              Calma, parece que ele não discorda da possibilidade de esquizofrenia, eu sei, mas vamos a algumas luzes na questão:
Esquizofrenia e psicose são hereditárias, em todos os seus graus. Distúrbios de comportamento também, como o distúrbio bi-polar (o antigo maniaco depressivo) Essas patologias são verificáveis em exames físicos do cerebro, a mediunidade ainda não.
                              Dada a imensa variedade de possibilidades genéticas, é perfeitamente possível ser esquizofrênico e médium , bi-polar e médium, psicotico e médium. Desgraça pouca é besteira. Estar em depressão e ser médium, estar com crise de ansiedade e ser médium, levar um fora e ser médium, e por ai vai, pois o médium é um cara como todo mundo sujeito a incríveis consequências por estar 'vivo' ( e outras mil  quando esta 'morto').
                              O Dr Alexander também verificou que médiuns que estão trabalhando sua mediunidade estão mais integrados a sociedade que vivem, tem menor indice de desemprego, portanto isso mostra inserção social, e se consideram mais felizes. Ele não fez pesquisa com médiuns que não estão trabalhando sua mediunidade, porque eles não querem falar a esse respeito! Fica difícil fazer um parametro de pesquisa, mas o doutor está trabalhando nisso , até onde sei, na Faculdade de Medicina de Juiz de Fora ,Minas Gerais. Se quiserem saber mais a respeito, façam seu trabalho de casa e pesquisem (googlear virou verbo né?).
                               A maioria das pessoas que me perguntou, gostaria de entender qual a diferença entre a alucinação e a visão de algo 'real'. Existe sim diferença, muita. Provei isso quando , há  anos atrás  tive pneumonia. O médico me receitou , se não me engano, Fluicis, um antibiotico potente. Eu tinha febre muito alta e estava completamente sozinha na casa, apenas um amigo vinha me trazer comida e ver se estava tudo bem duas vezes por dia. Em determinado ponto  escutei música, e acordei para ver de onde vinha o som, pois não havia eletricidade na propriedade naquela época! Sai na varanda e vi, a cores e HD, aquela escada de anjos que" leva para o céu". Durou horas e era diferente de quando via mediunicamente algo.
                              Eu pensei " é agora , enlouqueci, danou-se". Falava com esses anjos e não havia resposta,  gritava para desligar a musica e não fazia diferença. Depois que a febre cedeu, pude ler a bula do remédio ( leio todas as letras miúdas) e lá estava o efeito colateral: alucinação. Perguntei ao médico, quando voltei ao hospital, e ele confirmou a frequência  de casos assim com o dito antibiótico , mas cada um alucina do jeito que quer. Eu vi a escada de anjos  tocando musica.  Também havia tido um episodio mais leve com a morfina que  precisei no parto do meu segundo filho. Em um minuto a dor desapareceu e um imenso e fofo dragão cor de rosa passou na minha frente. Era o dragão da madame Min e do mago Merlin no desenho do rei Artur da Disney. Eu ria  e pedia para a enfermeira dar um 'daquilo' para meu marido. Ele me olhava estupefato pois eu estava completamente zureta. Eu tinha consciência de estar vendo uma coisa não certa, não normal. Perguntei ao médico e ele disse que essa reação a morfina é rara, mas possível.
                          Já a experiencia de falar com gente morta  de todo tipo, é como falar com 'vivos', você enxerga detalhes da roupa, você fica sabendo de coisas que não poderia saber sozinho, eles não se comportam do jeito que você quer que eles se comportem.
Se você tem duvidas quanto a sua sanidade mental, faça como eu, procure um especialista e faça uma anamnese (um longo questionario e exame físico), eu adoro preencher questionários e ver as respostas. Outra coisa, esquizofrenia , psicose e distúrbio -bipolar podem não ter cura, ainda, mas tem tratamento. Vergonha é ter o recurso na Terra e no Céu e não se tratar. Alzheimer não tem tratamento e isso sim é triste. Mediunidade não tem tratamento, tem treino para controlar os efeitos colaterais.Lamento, mas ainda estamos nesse ponto.